À Necrópole de Comiserações

          Pensei em Milhares de coisas, despertei seres abissais. Escrevo todos os dias sobre páginas mortas, ressuscito demônios que escarram a frustração terrena sobre meus membros extirpados. Não quero me salvar, não me interesso em nada mais senão o silêncio redentor da Profunda reflexão. Converso com os olhos, escuto mostrando os dentes esperando o próximo doesto, completamente alheio à fé que sucumbe dentro de mim. Este Cerne tornou-se uma necrópole comiserativa, uma permissiva latente. O Firmamento dentro de mim é o Báratro sob o sol que medra a vida através de suas labaredas. Assim descrevo o viver invertido me jogando sobre linhas oblíquas e tergiversando sobre a existência do Divino. O Subterfúgio Perfidioso para seres lânguidos e inconscientes do poder que lhes foi concedido: O da escolha.

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