Sinto Toda essa Violência, o ódio displicente que abocanha centenas de vidas. Encarem o cadáver da fé e da esperança, sorria sobre as vísceras expostas e decifre os mandamentos dentre os vermes famintos. Endoparasitas e hospedeiros bradando por um pedaço de sua consanguinidade moribunda.
A grandeza em seu coração é maior do que qualquer fator externo. O deus que as pessoas veneram não é real, tanto que a grande maioria dos seres humanos se concentram somente naquilo que eles são e não naquilo que eles podem se tornar.
Meu coração enfrenta um turbilhão de memórias pútridas, acariciando as chamas que consomem minhas feridas. O passado me apunhá-la com lâminas pérfidas, ainda posso sentir o veneno corroendo meus tecidos, dilacerando amores e paixões, sangrei essas últimas memórias sobre o terreno árido onde meu passado foi sepultado.
Sou obrigado a ler os olhos da realidade mesmo não sendo capaz de interpretá-la. São palavras e sentimentos em demasia que se concatenam entre sorrisos falsos e lágrimas hipócritas. Vibrações inexplicáveis que me levam além da matéria que os olhos compreendem. Vejo onde a beleza dessa existência se esconde. Bem perto dos olhos.
Alguns Buracos na alma serão eternos e certos sorrisos nunca se apagarão. Quanto mais brilhantes, mais distantes e dolorosos. Meu amor foi uma fortaleza que padeceu na escuridão, meu amor é como um rio que tenta alcançar um mar que já secou.